terça-feira, 23 de dezembro de 2008
É natal....
O chapéu violeta e o Colibri
Dalva Molnar
Silvia H Rigoldi Simões , de Piracicaba, comenta SOBRE O CHAPÉU VIOLETA
A vida é uma construção contínua e intensa de cada um de nós. É verdade que existem os tropeços e limitações inevitáveis, mas deixar-se derrotar por eles é uma atitude opcional.
Não importa se aprendemos isso aos 30, 40 ou aos 80 anos. Na verdade, em qualquer idade, não se preocupe tanto em olhar para si mesmo. Simplesmente, coloque um chapéu violeta e vá se divertir com a vida. E se ganhar um, melhor ainda!
E não é sempre que ganhamos esse chapéu violeta de um grande amigo. Também não importa o tempo dessa amizade. Ela pode germinar de um momento para outro. Basta que os corações pulsem numa mesma sintonia.
O que importa mesmo é que o chapéu violeta esteja lá, a nos unir para um impulso vital, destemido. Não para nos levar a um momento futuro de muita felicidade, mas para que o próprio viver cotidiano seja a própria felicidade.
E esse chapéu violeta, símbolo da sensibilidade humana que encontra a força e o destemor perante qualquer dificuldade , esse chapéu violeta eu o ganhei de uma grande amiga:Dalva Molnar.
Obrigada pelo carinho, pela sabedoria de viver de forma obstinada diante da limitação e da fragilidade humanas. Muito agradecida pela sensibilidade e pela percepção de que há que se sorver a felicidade em cada dia de vida.
A Associação Brasil-Parkinson- Núcleo Piracicaba (Colibri) gostaria de agradecer à gentileza da amiga Dalva Molnar em fazer a palestra e ao Prof José Maria de Souza e e Anita, pela Dançaterapia, no dia 13 de dezembro de 2008. Quer, ainda, expressar a gratidão ao apoio ao Hotel Jerubiaçaba, em Águas de São Pedro, que permitiu o encontro de tantos voluntários e amigos de Piracicaba, S Pedro, Águas de S Pedro, Campinas, Araraquara, até de Salvador.
Um Feliz Natal a todos e um ano de 2009 com muitos chapéus violeta no coração de cada um.
Diretoria da Colibri.
O nosso abraço a todos da ABP, núcleo de Piracicaba, pelo trabalho maravilhoso que realizam. Estamos postando na íntegra o texto que nos foi enviado pela Sílvia, amiga muito querida.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Prefiro o Parkinson - Cordel

Prefiro o Parkinson - Cordel
Quando não queremos
Certa situação aceitar
É bom parar e pensar
E alguns casos comparar
Parkinson é uma doença
Que é boa de exemplificar
Porque hoje quem a possui
Geralmente não quer aceitar
Temos nossas limitações
Nada que nos faça sofrer
Fazendo as comparações
Fica mais fácil entender
O Alzheimer chega mansinho
A medicina tem consciência
Generosa não tira a vida
Mas leva o doente a demência
Parkinson vêm do cérebro
Mas não afeta a cognição
Ficamos meios parados
Prestando bem atenção
Rigidez, disfasia e tremor
Um pouco de depressão
Não chega a ser nada
Se fizer a comparação
O AVC é outro exemplo,
E que não manda recado
Ou leva para o sono eterno
Ou paralisa o corpo de lado
O Parkinson temos certeza
É um bem educado inglês
Não tira a vida de ninguém
E não chega de uma vez
Você que ainda é novo
Ou já tem certa idade
Saiba que o fardo é dado
Conforme a capacidade
Câncer dispensa palavras
É uma doença do mal
Não descobriram a cura
Quase sempre ela é fatal
Parkinson sabemos enrijece
Mas isto não faz tanto mal
Fazendo fisioterapia diária
Dá para ficar bem legal
Não se culpe do que tem
Nem a Deus nas alturas
A culpa é porque somos
Imperfeitas criaturas
Pense numa resposta:
Se tivesse que escolher
Entre Leucemia e AIDS
Qual não queria ter
Temos direito adquirido
Do nosso remédio ganhar
O governo nos fornece
Sem um centavo cobrar
Somos livres para ir e vir
Podemos dizer sim ou não
Contrário daquele cidadão
Vivendo mal na prisão
Esclerose Lateral E.L.A.
Nem é bom comentar
Prefiro o meu Parkinson
Quietinho no seu lugar
Imagine um corpo perfeito
Todos os membros no lugar
Uma linda família ao redor
Mas nada podendo enxergar
Se tivesse que uma optar
Nenhuma eu queria ficar
Como doença não escolhe
Melhor a que tiver, aceitar
Renato e Regina
domingo, 7 de dezembro de 2008
Superação
(Martin Luther King Jr.)
Na última 5ª feira realizamos a nossa confraternização de final de ano, selada com um coquetel. Foi um encontro lindo, cheio de alegria e alto astral. Entre os parkinsonianos, familiares e amigos presentes houve muita energia positiva, onde todos interagiram, aproveitando para se conhecerem melhor e estreitando os laços de amizade que vêm se formando. Houve também momentos de superação e emoção.
Se o grupo cresceu bastante nestes 09 meses de existência, individualmente também evoluímos. Por estarmos juntos, sentimos que um “protege” o outro, e assim, sentimo-nos mais seguros. Pessoas que já não saíam de casa mudaram seus comportamentos após começarem a freqüentar as reuniões do grupo, num processo abençoado de superação. Os desafios continuam, mas com força de vontade, persistência e fé em Deus vamos superando-os.
Que Ele possa nos abençoar, hoje e sempre.
sábado, 22 de novembro de 2008
O QUE A SOCIO-PSICOMOTRICIDADE PODE FAZER PELO PARKISONIANO
A doença de Parkinson(DP) é uma enfermidade neurodegenerativa com grande prevalência na população idosa. Inicia-se geralmente por volta dos 60 anos de idade e acomete ambos os sexos.
A DP cursa com uma perda progressiva de células da substância negra de uma região do cérebro, conhecida como mesencéfalo. A degeneração dos neurônios da substância negra (da chamada parte compacta) resultará em uma diminuição da produção de dopamina, que é um neurotransmissor essencial no controle dos movimentos corporais.
Sendo uma doença que afeta principalmente os movimentos, a diminuição da capacidade dos indivíduos de movimentarem-se normalmente leva à dificuldade para a realização de tarefas do dia-a dia; dificuldades para andar, tornando-se mais lento; enrijecimento muscular; alterações na postura, com acentuação da curvatura da região superior das costas, favorecendo uma postura encurvada para frente e uma tendência a perder o equilíbrio.
Além dos sinais motores mais visíveis, o aspecto psicológico destes indivíduos também é afetado. A depressão ocorre com muita freqüência entre os pacientes da DP, e muitos também apresentam-se estressados e angustiados. Podem sentir-se inseguros e temerosos quando submetidos a alguma situação nova, podem evitar sair ou viajar e muitos tendem a retrair-se e evitar contatos sociais.
A maior parte dos pacientes com DP não apresenta declínio intelectual. Isso significa que a capacidade de raciocínio, percepção e julgamento se encontram intactos. Entretanto, com freqüência, queixam-se de dificuldades para concentrar a atenção, com a memória (geralmente na forma de “brancos” momentâneos), cálculo e em atividades que requerem orientação espacial. A DP, atualmente não possui cura, porém, pode e deve ser tratada de forma a combater os sintomas e também retardar o seu progresso. Dentre os métodos de tratamento existentes atualmente estão: fármacos, fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia e fonoaudiologia, num tratamento multidisciplinar. Além disso, muitos trabalhos demonstram que a atividade física pode contribuir para amenizar os sintomas da DP.
Como a Sócio-psicomotricidade Ramain-Thiers pode ajudar o parkisoniano?
O Ramain-Thiers é considerado a sócio-psicomotricidade por ser um trabalho profundo de relação, que promove no indivíduo a condição de viver em coletividade.
A Sócio-psicomotricidade é um método de intervenção terapêutica que busca a compreensão do sujeito psíquico apoiando-se na idéia de que “o indivíduo é indivisível”, busca a integração corpo-mente-afetos-social.
É um trabalho em grupo, dinâmico, global tendo como referencial a Psicomotricidade e a Psicanálise. Acontece frente a mobilização do sujeito, através de um material rico e projetivo, respeitando as fases do desenvolvimento psicossexual do grupo. As vivências se dão através de três tipos de propostas:
- A Proposta Corporal: uma série de vivências de sensibilização e estimulação da percepção corporal sendo utilizados materiais de diferentes tipos: bolas, bambolês, sacos de areia,tecidos,
esponjas ,etc e músicas. Estes materiais sevem como instrumentos mediadores e facilitadores do contato do sujeito com seu próprio corpo.
A Psicomotricidade Diferenciada: nesta proposta estão contidas atividades de recorte, simetria, dobradura, cópia, quebra-cabeça, encaixe utilizando uma grande variedade de material como: lápis grafite e colorido, caneta hidrocor, cola, durex, lãs, linhas, etc. e outros materiais padronizados como papéis quadriculado, pontilhado, triangular e pranchas.
A Verbalização: as pessoas associam às propostas as suas histórias de vida e à vivência com novos significados das questões emocionais.
O portador de DP além dos sintomas motores característicos da doença pode apresentar distúrbios cognitivos e emocionais. A sóciopsicomotricidade tem como proposta harmonizar o ser como um todo, numa terapia global, promovendo o desenvolvimento integral do ser nos aspectos motor, emocional, cognitivo e social. Assim justifica-se que a Sócio-psicomotricidade Ramain-Thiers pode se aplicada com portadores da DP com resultados satisfatórios, levando-o a conviver melhor consigo mesmo e com o mundo em sua volta.
É fundamental que os portadores de DP aprendam a conviver e a lidar com as incapacidades e as potencialidades que são inerentes `a sua pessoa. A capacidade de compreender sua situação e modificar sua conduta é um importante instrumento de vida, tendo como facilitadora a sóciopsicomotricidade, uma nova alternativa.
- Psicopedagoga
- Sócio-psicomotricista
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
BIBLIOTECA

Aceitamos a doação de LIVROS, REVISTAS e INFORMATIVOS. Não é necessário que sejam sobre Parkinson, podem ser de assuntos diversificados (romance, auto-ajuda, psicologia, e etc)
´A leitura é a viagem de quem não pode pegar um trem."
NOVAS PARCERIAS
Esta semana assinamos um Protocolo de Intenções com o Rotary Club de Volta Redonda Leste, dando início a uma parceria que temos certeza, renderá bons frutos. Através de seu Presidente Sr. Elcio Gastão Porto França, recebemos a chave simbólica de um espaço que utilizaremos para desenvolver nossas atividades. Está situado na Rua 40, nº 13 - Vila Santa Cecília - Volta Redonda, no prédio da Cruz Vermelha, onde também fomos muito bem recebidos pelo seu Presidente, Sr. Flávio Marcos Tolomelli.
Somos gratos a estas duas instituições de renome internacional, que abraçaram a nossa causa, que é a busca de uma qualidade de vida melhor para os portadores de Parkinson de Volta Redonda.